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	<title>Arca Literária &#187; Poesia Estrangeira</title>
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		<title>*Caprichos &amp; Relaxos</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 18:04:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ceica.ssa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse livro de poemas é uma maravilha, porque os poemas do Leminski são muito sintéticos, muito concisos, muito rápidos, muito inspirados. Ele é um sujeito gozado. É um personagem muito único, no panorama da curtição de literatura no Brasil. Eu acho um barato. Leminski tem um clima/ mistura de concretismo com beatnik. Que é muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse livro de poemas é uma maravilha, porque os poemas do Leminski são muito sintéticos, muito concisos, muito rápidos, muito inspirados. Ele é um sujeito gozado. É um personagem muito único, no panorama da curtição de literatura no Brasil. Eu acho um barato. Leminski tem um clima/ mistura de concretismo com beatnik. Que é muito legal. \&#8221;Verdura\&#8221; é um sonho. É genial. É um haikai da formação cultural brasileira. Deve ser instigante para os poetas do Brasil o aparecimento desses novos poetas todos. Leminski é um dos mais incríveis que apareceram.   &#8211;  CAETANO VELOSO</p>
<p>Das primeiras invencionices ao Catatau, da poesia destabocada e lírica (mas sempre construída, sabida, de fabbro, de fazedor) ao verso verde-verdura da canção trovadoresco-popular, o Leminski vem , chovendo no endomingado piquenique sobre a erva em que se converteu a neoacadêmica poesia brasileira de hoje, dividida entre institucionalizadas marginalidades plácidas e escoteiros orfeônicos, de medalinha e braçadeira. E é bom que chova mesmo, com pedra e pau-a-pique. Evoé Leminski!</p>
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		<title>LIVRO DE POESIA: MALAH BRIT ÁGUAS VIVAS</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 15:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ESCRITOR-CLEVGOSPEL</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia Estrangeira]]></category>
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		<description><![CDATA[MALAH BRIT ÁGUAS VIVAS GOSPEL POESIAS COLEÇÃO TOCHA DE FOGO http://colecaotochadefogo.blogspot.com/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MALAH BRIT<br />
ÁGUAS VIVAS<br />
GOSPEL POESIAS</p>
<p>COLEÇÃO TOCHA DE FOGO</p>
<p>http://colecaotochadefogo.blogspot.com/</p>
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		<title>Um segredo de mulher</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 03:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ceica.ssa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Miranda Jarret]]></category>

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		<title>VIDEO-AULAS DE FILOSOFIA &#8211; EUREKA</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 19:34:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ceica.ssa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias, Cartas e Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Videoaulas ministradas por professores com experiência em cursos pré-vestibulares, priorizando a preparação do aluno para o vestibular. Os conteúdos das disciplinas foram pautados nas apostilas, que tiveram a orientação e a supervisão do Departamento de Educação Básica (DEB). São 96 videoaulas com 30 minutos de duração, que contemplam todas as disciplinas do Ensino Médio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Videoaulas ministradas por professores com experiência em cursos pré-vestibulares, priorizando a preparação do aluno para o vestibular. Os conteúdos das disciplinas foram pautados nas apostilas, que tiveram a orientação e a supervisão do Departamento de Educação Básica (DEB). São 96 videoaulas com 30 minutos de duração, que contemplam todas as disciplinas do Ensino Médio.</p>
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		<title>As flores do mal</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 18:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>clerio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poesia Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[BAUDELAIRE]]></category>

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		<description><![CDATA[Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (Redirecionado de As flores do mal) Ir para: navegação, pesquisa Spleen et Idéal, 1907, por Carlos Schwabe Les fleurs du mal (em português, As Flores do Mal) é um livro escrito pelo poeta francês Charles Baudelaire, consideradas o marco da poesia moderna e simbolista. As Flores do Mal reúnem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.<br />
(Redirecionado de As flores do mal)<br />
Ir para: navegação, pesquisa<br />
Spleen et Idéal, 1907, por Carlos Schwabe</p>
<p>Les fleurs du mal (em português, As Flores do Mal) é um livro escrito pelo poeta francês Charles Baudelaire, consideradas o marco da poesia moderna e simbolista. As Flores do Mal reúnem de modo exemplar uma série de motivos da obra do poeta: a queda; a expulsão do paraíso; o amor; o erotismo; a decadência; a morte; o tempo; o exílio e o tédio. Pelas palavras de Paul Valéry: «As Flores do Mal não contêm poemas nem lendas nem nada que tenha que ver com uma forma narrativa. Não há nelas nenhum discurso filosófico. A política está ausente por completo. As descrições, escassas, são sempre densas de significado. Mas no livro tudo é fascinação, música, sensualidade abstracta e poderosa.» «Neste livro atroz, pus todo o meu pensamento, todo o meu coração, toda a minha religião (travestida), todo o meu ódio.», escreveu Baudelaire sobre este livro numa carta.</p>
<p>Em 1857, no dia 25 de Junho, são publicadas As Flores do Mal. O livro foi logo violentamente atacado por Le Figaro e recolhido poucos dias depois sob acusação de obscenidade. Baudelaire foi condenado a uma multa de 300 francos (reduzidos depois para 50) e o editor a uma multa de 100 francos e, mais grave, seis poemas tiveram de ser suprimidos da publicação, condição sem a qual a obra não poderia voltar a circular. Em 1860 sai a segunda edição de As Flores do Mal. Foi organizada em cinco secções segregadas tematicamente:</p>
<p>Spleen et Idéal (Tédio e Ideal)<br />
Fleurs du Mal (Flores do Mal)<br />
Révolte (Revolta)<br />
Le Vin (Vinho)<br />
La Mort (Morte)</p>
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		<title>Poemas</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 18:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>clerio</dc:creator>
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		<title>Caprichos &amp; Relaxos</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gecoelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse livro de poemas é uma maravilha, porque os poemas do Leminski são muito sintéticos, muito concisos, muito rápidos, muito inspirados. Ele é um sujeito gozado. É um personagem muito único, no panorama da curtição de literatura no Brasil. Eu acho um barato. Leminski tem um clima/ mistura de concretismo com beatnik. Que é muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse livro de poemas é uma maravilha, porque os poemas do Leminski são muito sintéticos, muito concisos, muito rápidos, muito inspirados. Ele é um sujeito gozado. É um personagem muito único, no panorama da curtição de literatura no Brasil. Eu acho um barato. Leminski tem um clima/ mistura de concretismo com beatnik. Que é muito legal. &#8220;Verdura&#8221; é um sonho. É genial. É um haikai da formação cultural brasileira. Deve ser instigante para os poetas do Brasil o aparecimento desses novos poetas todos. Leminski é um dos mais incríveis que apareceram.   &#8211;  CAETANO VELOSO</p>
<p>Das primeiras invencionices ao Catatau, da poesia destabocada e lírica (mas sempre construída, sabida, de fabbro, de fazedor) ao verso verde-verdura da canção trovadoresco-popular, o Leminski vem , chovendo no endomingado piquenique sobre a erva em que se converteu a neoacadêmica poesia brasileira de hoje, dividida entre institucionalizadas marginalidades plácidas e escoteiros orfeônicos, de medalinha e braçadeira. E é bom que chova mesmo, com pedra e pau-a-pique. Evoé Leminski!</p>
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		<title>Elogio da Sombra</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gecoelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poesia Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>

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		<description><![CDATA[Este, escrevi, é meu quinto livro de versos. É razoável presumir que não será melhor ou pior que os outros. Aos espelhos, labirintos e espadas que já prevê meu resignado leitor acrescentaram-se dois temas novos: a velhice e a ética. A poesia não é menos misteriosa que os outros elementos do orbe. Tal ou qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este, escrevi, é meu quinto livro de versos. É razoável presumir que não será melhor ou pior que os outros. Aos espelhos, labirintos e espadas que já prevê meu resignado leitor acrescentaram-se dois temas novos: a velhice e a ética. A poesia não é menos misteriosa que os outros elementos do orbe. Tal ou qual verso afortunado não pode envaidecer-nos, porque é dom do Acaso ou do Espírito; só os erros são nossos. Espero que o leitor descubra em minhas páginas algo que possa merecer sua memória; neste mundo a beleza é comum. J. L. B.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>FERVOR DE BUENOS AIRES</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gecoelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poesia Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesses poemas, Borges, que havia passado seus anos de formação na Europa e convivera com as vanguardas literárias, reencontra sua cidade natal e uma literatura marcada pelo criollismo, voltada para o pampa e os valores nativos. Sentindo-se distante da racionalidade burguesa da metrópole moderna e sem se identificar com o nativismo militante, ele se volta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesses poemas, Borges, que havia passado seus anos de formação na Europa e convivera com as vanguardas literárias, reencontra sua cidade natal e uma literatura marcada pelo criollismo, voltada para o pampa e os valores nativos. Sentindo-se distante da racionalidade burguesa da metrópole moderna e sem se identificar com o nativismo militante, ele se volta para os arrabaldes, espaços de transição entre a cidade e o campo, e os entardeceres, tempo de transição entre o dia e a noite. Em vez da exaltação urbana e cosmopolita típica de movimentos literários da época, elese fixa num passado cristalizado no tempo, representado por próceres da história argentina e casas baixas com balaustradas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>OBRAS COMPLETAS  &#8211; VOL.1</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 13:38:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gecoelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Casimiro de Abreu]]></category>

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		<description><![CDATA[Saudades Nas horas mortas da noite Como é doce o meditar Quando as estrelas cintilam Nas ondas quietas do mar; Quando a lua majestosa Surgindo linda e formosa, Como donzela vaidosa Nas águas se vai mirar! Nessas horas de silêncio De tristezas e de amor, Eu gosto de ouvir ao longe, Cheio de magoa e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saudades</p>
<p>Nas horas mortas da noite<br />
Como é doce o meditar<br />
Quando as estrelas cintilam<br />
Nas ondas quietas do mar;<br />
Quando a lua majestosa<br />
Surgindo linda e formosa,<br />
Como donzela vaidosa<br />
Nas águas se vai mirar!</p>
<p>Nessas horas de silêncio<br />
De tristezas e de amor,<br />
Eu gosto de ouvir ao longe,<br />
Cheio de magoa e de dor,<br />
O sino do campanário<br />
Que fala tão solitário<br />
Com esse som mortuário<br />
Que nos enche de pavor.</p>
<p>Então &#8211; Proscrito e sozinho -<br />
Eu solto aos ecos da serra<br />
Suspiros dessa saudade<br />
Que no meu peito se encerra<br />
Esses prantos de amargores<br />
 São prantos cheios de dores:<br />
 Saudades &#8211; Dos meus amores<br />
Saudades &#8211; Da minha terra!</p>
<p>Canção do Exílio</p>
<p>Se eu tenho de morrer na flor dos anos<br />
Meu Deus! não seja já;<br />
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,<br />
Cantar o sabiá!</p>
<p>Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro<br />
Respirando este ar;<br />
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo<br />
Os gozos do meu lar!</p>
<p>O país estrangeiro mais belezas<br />
Do que a pátria não tem;<br />
E este mundo não vale um só dos beijos<br />
Tão doces duma mãe!</p>
<p>Dá-me os sítios gentis onde eu brincava<br />
Lá na quadra infantil;<br />
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,<br />
O céu do meu Brasil!</p>
<p>Se eu tenho de morrer na flor dos anos<br />
Meu Deus! não seja já!<br />
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,<br />
Cantar o sabiá!</p>
<p>Quero ver esse céu da minha terra<br />
Tão lindo e tão azul!<br />
E a nuvem cor-de-rosa que passava<br />
Correndo lá do sul!</p>
<p>Quero dormir à sombra dos coqueiros,<br />
As folhas por dossel;<br />
E ver se apanho a borboleta branca,<br />
Que voa no vergel!</p>
<p>Quero sentar-me à beira do riacho<br />
Das tardes ao cair,<br />
E sozinho cismando no crepúsculo<br />
Os sonhos do porvir!</p>
<p>Se eu tenho de morrer na flor dos anos,<br />
Meu Deus! não seja já;<br />
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,<br />
A voz do sabiá!</p>
<p>Quero morrer cercado dos perfumes<br />
Dum clima tropical,<br />
E sentir, expirando, as harmonias<br />
Do meu berço natal!</p>
<p>Minha campa será entre as mangueiras,<br />
Banhada do luar,<br />
E eu contente dormirei tranqüilo<br />
À sombra do meu lar!</p>
<p>As cachoeiras chorarão sentidas<br />
Porque cedo morri,<br />
E eu sonho no sepulcro os meus amores<br />
Na terra onde nasci!</p>
<p>Se eu tenho de morrer na flor dos anos,<br />
Meu Deus! não seja já;<br />
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,<br />
Cantar o sabiá!</p>
<p>Meus oito anos</p>
<p>Oh ! Que saudades que tenho<br />
Da aurora da minha vida,<br />
Da minha infância querida<br />
Que os anos não trazem mais!<br />
Que amor, que sonhos, que flores,<br />
Naquelas tardes fagueiras,<br />
À sombra das bananeiras,<br />
Debaixo dos laranjais!</p>
<p>Como são belos os dias<br />
Do despontar da existência!<br />
- Respira a alma inocência<br />
Como perfumes a flor;<br />
O mar é &#8211; lago sereno,<br />
O céu &#8211; um manto azulado,<br />
O mundo &#8211; um sonho dourado,<br />
A vida &#8211; um hino d&#8217;amor!</p>
<p>Que auroras, que sol, que vida,<br />
Que noites de melodia<br />
Naquela doce alegria,<br />
Naquele ingênuo folgar!<br />
O céu bordado d&#8217;estrelas,<br />
A terra de aromas cheia,<br />
As ondas beijando a areia<br />
E a lua beijando o mar!</p>
]]></content:encoded>
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