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	<title>Arca Literária &#187; Biblioteca</title>
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		<title>Guia Veja de Medicina e Saúde</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 15:45:34 +0000</pubDate>
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		<title>*Comunicação Publicitária em tempos de globalização</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 22:06:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Este trabalho pretende estudar as estratégias empregadas pela comunicação publicitária em tempos de globalização. Refletir sobre as transformações ocorridas no processo de produção de significação e de sentidos do texto, considerando o projeto econômico em curso denominado globalização, e verificar as estratégias e táticas empregadas por uma mesma campanha para concomitantemente atender a dois objetivos: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este trabalho pretende estudar as estratégias empregadas pela comunicação publicitária em tempos de globalização. Refletir sobre as transformações ocorridas no processo de produção de significação e de sentidos do texto, considerando o projeto econômico em curso denominado globalização, e verificar as estratégias e táticas empregadas por uma mesma campanha para concomitantemente atender a dois objetivos: no mercado interno, constituir-se numa fase de manutenção da preferência de marca e produto e, externamente, dar conta do lançamento. O desenvolvimento do presente trabalho compreende duas etapas: a primeira, de vocação teórica, procura as características do composto de marketing em tempo de globalização e a função da comunicação publicitária, apresentando os conceitos a serem utilizados em sua análise com vistas a dar conta dos objetivos propostos e a responder ís hipóteses levantadas.</p>
<p>A segunda etapa se constituirá na análise do material selecionado, um catálogo da campanha do ano de 1995, e, em especial, quatro anúncios publicitários, desse mesmo período, veiculados pela Forum Confecções Ltda. nas revistas de moda do país. O presente trabalho pretende possibilitar uma reflexão sobre a globalização, o marketing e a comunicação publicitária, oferecendo uma possibilidade de pensar de forma estratégia a relação de multi e transnacionalidade de uma empresa nacional: a FORUM.</p>
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		<title>*Criatividade em Propaganda</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 22:02:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um livro que põe o cérebro do leitor em movimento. Incrivelmente absorvente do primeiro ao último capítulo. Cheio de casos reais e testes práticos e inéditos. Consagrado no gênero. Ideal não só para publicitários, mas também para os que consomem tudo o que os publicitários anunciam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um livro que põe o cérebro do leitor em movimento. Incrivelmente absorvente do primeiro ao último capítulo. Cheio de casos reais e testes práticos e inéditos. Consagrado no gênero. Ideal não só para publicitários, mas também para os que consomem tudo o que os publicitários anunciam. </p>
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		<title>Criatividade em Propaganda</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 22:02:21 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Um livro que põe o cérebro do leitor em movimento. Incrivelmente absorvente do primeiro ao último capítulo. Cheio de casos reais e testes práticos e inéditos. Consagrado no gênero. Ideal não só para publicitários, mas também para os que consomem tudo o que os publicitários anunciam. </p>
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		<title>*Simulado Anglo &#8211; 07 Junho 2009 &#8211; Nos Moldes do Novo ENEM-2009</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 13:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ceica.ssa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Sistema Anglo de Ensino realizou em 07/06/2009 o simulado com conteúdo nos moldes do novo Enem. » Dados da Revista Nome do livro: Simulado do novo ENEM 2009 Contém o Simulado e o Caderno de Respostas Nome do Autor: Sistema ANGLO Ano de Lançamento: 2009 Editora: ANGLO » Informações Nº de páginas: 40 Tamanho: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sistema Anglo de Ensino realizou em 07/06/2009 o simulado<br />
com conteúdo nos moldes do novo Enem.<br />
» Dados da Revista<br />
Nome do livro: Simulado do novo ENEM 2009<br />
Contém o Simulado e o Caderno de Respostas<br />
Nome do Autor: Sistema ANGLO<br />
Ano de Lançamento: 2009<br />
Editora: ANGLO</p>
<p>» Informações<br />
Nº de páginas: 40<br />
Tamanho: 2.5 MB<br />
Formato: PDF</p>
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		<title>*e-book &#8211; informatica &#8211; Segredos do Hacker Ético &#8211; 2ª Ed</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 13:07:19 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Apostilas de Informática]]></category>
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		<description><![CDATA[Idioma : Português Número de Paginas : 250 tam. 9Mb Toda profissão tem os seus segredos e no mundo da segurança digital não é diferente. Trazido a você pelo autor do Guia do Hacker Brasileiro, que foi notícia no jornal The New York Times como um dos principais &#8220;fuçadores&#8221; do país, o Segredos do Hacker [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Idioma : Português</p>
<p>Número de Paginas : 250<br />
 tam. 9Mb<br />
Toda profissão tem os seus segredos e no mundo da segurança digital não é diferente. Trazido a você pelo autor do Guia do Hacker Brasileiro, que foi notícia no jornal The New York Times como um dos principais &#8220;fuçadores&#8221; do país, o Segredos do Hacker Ético apresenta diversas técnicas atuais de defesa de sistemas e, claro, também de ataque. Afinal, não há como proteger algo de modo eficiente quando você não sabe por onde o atacante irá agir.<br />
O termo &#8220;hacker ético&#8221;, muito em voga atualmente, é utilizado para denominar os profissionais responsáveis pela segurança dos sistemas que fazem um treinamento de como é possível ganhar acesso não-autorizado a um sistema alheio e, conseqüentemente, poder realizar &#8220;Testes de Penetração&#8221; em suas próprias redes, antes que os verdadeiros invasores o façam.<br />
Como os invasores atacam os sistemas? Que técnicas são utilizadas ainda hoje e quais já estão ultrapassadas? Como impedir de modo eficiente cada um desses ataques? Todas as suas perguntas serão respondidas ao longo desse estudo, que apresenta uma linguagem simples, clara e amplamente ilustrada para facilitar, principalmente, o entendimento das pessoas que estão iniciando na área.<br />
Esse livro foi desenvolvido baseando-se nos tópicos da certificação internacional CEH &#8211; Certified Ethical Hacker (Hacker Ético Certificado), título concedido pela organização ECCOUNCIL, e que, atualmente, é uma das certificações de segurança que mais cresce em importância no mundo.</p>
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		<title>*Historia da Literatura Ocidental (7 arquivos)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 15:50:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ceica.ssa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Editor: Senado Federal/Conselho Editorial Ano: 2008 Descrição de conteúdo: Esta obra monumental, composta por quatro volumes, é uma das mais importantes obras publicadas no Brasil no século XX. O jornal Folha de São Paulo, ao findar o século passado, reuniu vários especialistas para escolher as cem melhores obras de não-ficção do século XX. A História [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Editor: Senado Federal/Conselho Editorial</p>
<p>Ano: 2008</p>
<p>Descrição de conteúdo: Esta obra monumental, composta por quatro volumes, é uma das mais importantes obras publicadas no Brasil no século XX. O jornal Folha de São Paulo, ao findar o século passado, reuniu vários especialistas para escolher as cem melhores obras de não-ficção do século XX. A História da literatura ocidental de Carpeaux alcançou o 18o lugar. É uma obra fundamental da bibliografia literária e da cultura brasileira. Vários estudiosos a ela se acercaram não apenas para conhecer a fundo o percurso de homens, livros, movimentos literários, mas também para compreender a história das idéias no mundo ocidental. Só como compêndio da literatura universal já justificaria sua terceira edição, com acréscimos e dados informativos que não compunham as outras edições. É que a História da literatura ocidental é um dos livros para entender um dos teóricos da civilização brasileira que foi o austro-brasileiro Otto Maria Carpeaux.</p>
<p>No primeiro volume de sua História da Literatura Ocidental, Carpeaux parte da Antiguidade greco-latina, passa pelas expressões literárias da Idade Média e analisa o Renascimento e a Reforma. No segundo volume, o autor desta obra, que Carlos Drummond chamou “livro-chave essencial: a cada página suscita um problema, desvenda um significado, abre um caminho”, faz a exegese do Barroco e do Classicismo no mundo ocidental. Aqui estão analisados a poesia, o teatro, a epopéia e o romance picaresco, entre outros temas e autores, como Cervantes, Góngora, Shakespeare e Molière. Ainda no segundo volume, continua o estudo do neobarroco, o Classicismo racionalista, o pré-romantismo, os enciclopedistas e o que chama de O Último Classicismo (Classicismo Alemão, Alfieri, Chénier, Jane Austen).</p>
<p>O terceiro tomo refere-se à literatura do Romantismo até nossos dias. Um diversificado e denso estudo sobre as causas sociais e estéticas do Romantismo. Os grandes autores do período foram acuradamente estudados (um elenco incomparável e uma hermenêutica rigorosa). Nele também está incluído o nosso Romantismo com substancial contribuição para entendimento de autores brasileiros como José de Alencar, Castro Alves, Álvares de Azevedo e até mesmo o Machado de Assis da sua primeira fase, cunhada de romântica. Ainda neste terceiro volume, estão o Realismo e o Naturalismo e seu espírito de época. Balzac, Machado, Eça, Tolstói, Zola, Dostoiévski, Melville, Baudelaire, e mais Aluísio Azevedo, Augusto dos Anjos, Graça Aranha e Mário de Andrade, entre tantos autores, aqui são estudados para expressar um período de grande transformação social com o aparecimento do marxismo e das lutas sociais mais politizadas.</p>
<p>O último e quarto volume traz extensa análise sobre a atmosfera intelectual, social e literária do fin du siècle e o surgimento do Simbolismo e aquilo que o autor chama de “A época do equilíbrio europeu”. E, por fim, envereda pelas vanguardas do século XX e faz esboço das tendências contemporâneas. Carpeaux encerra assim sua obra monumental, grandiosa não somente pela extensão e abrangência de autores e estilos de época, mas também pela verticalidade com que analisa e aprofunda cada época, autor e assunto.</p>
<p>“Uma obra monumental”, classificou o escritor Herberto Sales, seu primeiro editor. Elogiado por Antonio Candido, Carlos Drummond de Andrade, Álvaro Lins, Aurélio Buarque de Holanda e inúmeros outros intelectuais e escritores, a História da literatura ocidental, de Otto Maria Carpeaux, é obra definitiva, enciclopédica e multidisciplinar que deve fazer parte de toda biblioteca que leva este nome.</p>
<p>Descrição física: Vol. I – 541 páginas; Vol. II – 1354 páginas; Vol. III – 2086 páginas; Vol. IV – 2879 páginas.</p>
<p>Edições do Senado Federal – Volumes 107-A, 107-B, 107-C e 107-D.</p>
<p>Uma das melhores notícias do ano que há pouco terminou foi a terceira edição da monumental História da Literatura Ocidental, de Otto Maria Carpeaux (1900-1978), lançada em quatro volumes pelas Edições do Senado Federal. Publicada originalmente em 1959, a obra foi elogiada e usada como referência por grandes críticos literários brasileiros, como Antonio Cândido, Álvaro Lins e Wilson Martins. O lançamento deve pôr fim às peregrinações, que se tornavam cada vez mais infrutíferas, de amantes da literatura pelos sebos em busca dessa obra. E o preço de R$ 200 deve também torná-la mais acessível, pois coleções completas de suas edições anteriores custam de R$ 500 a R$ 1.500.</p>
<p>Os quatro tomos da nova versão totalizam 2.879 páginas, além de outras 148 introdutórias, com a apresentação do poeta e escritor Ronaldo Costa Fernandes, um artigo do próprio Carpeaux sobre prefácios, fotografias, fac-símiles de laudas datilografadas com correções à mão e dois textos da primeira edição (Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1959, nove volumes), ambos suprimidos pelo autor na segunda (Rio de Janeiro, Alhambra, oito volumes).</p>
<p>Questões de método</p>
<p>Além do mérito intrínseco por ser a única obra do gênero em língua portuguesa — e uma das poucas no mundo —, História da Literatura Ocidental é fruto de um rigoroso trabalho metodológico cujo primeiro problema foi a delimitação de seu foco temático em sua multiplicidade. Como disse o próprio Carpeaux,</p>
<p>Para resolver o problema dessa multiplicidade, as obras de síntese coletivas justapõem simplesmente uma história separada da literatura italiana, uma da literatura francesa, uma da literatura inglesa, etc., etc.; evidentemente, isto não é síntese, e sim coleção incoerente. Daí não pode resultar jamais uma “história universal” da literatura universal. É necessário abolir as fronteiras nacionais para realizar a história da literatura européia (e americana).<br />
[Vol. I, p. 38]</p>
<p>Nessa parte da introdução, cuja redação teve pequenas alterações na segunda edição, Carpeaux ressalta que a história da literatura universal se divide em grandes períodos, cujos nomes são consagrados pelo uso — Idade Média, Renascença, Barroco, Ilustração, Romantismo, Realismo, Naturalismo, Simbolismo etc. — e que já na primeira metade do século XX, graças à evolução da análise estilística e ideológica, não eram mais clichês sem significação precisa.</p>
<p>O segundo problema de método da obra diz respeito à cronologia. A esse respeito, naquilo que consegui constatar, parece-me que Carpeaux esteve à altura dos desafios de seu empreendimento no plano histórico. Nada melhor que suas próprias palavras para esclarecê-lo:</p>
<p>A literatura não existe no ar, e sim no Tempo, no Tempo histórico, que obedece ao seu próprio ritmo dialético. A literatura não deixará de refletir esse ritmo — refletir, mas não acompanhar. Cumpre fazer essa distinção algo sutil para evitar aquele erro de transformar a literatura em mero documento das situações e transições sociais.<br />
[Vol. I, p. 39]</p>
<p>A terceira questão metodológica se refere á relação entre literatura e sociedade, que, como disse Carpeaux, não é de mera dependência, mas de dependência recíproca entre fatores espirituais (ideológicos e estilísticos) e materiais (estrutura social e econômica). Por traduzir ao longo de sua obra essa compreensão, o autor, em plena Guerra Fria, transcende a acirrada polarização entre direita e esquerda que já existia naquele período.</p>
<p>A literatura é, pois, estudada nas páginas seguintes como expressão estilística do Espírito objetivo, autônomo, e ao mesmo tempo como reflexo das situações sociais.<br />
[Vol. I, p. 40]</p>
<p>Incorreções e generalizações</p>
<p>Por mais rigorosos que tenham sido os critérios metodológicos acima apontados, são de se esperar algumas generalizações que podem tender à incorreção e à superficialidade. No entanto, chegam a ser decepcionantes, principalmente por partirem de quem teria se formado em filosofia, afirmações equivocadas como:</p>
<p>Tampouco os mitos platônicos são axiomas filosóficos; por isso, Platão os expôs em diálogos de índole literária, dramática, com a pretensão de criar uma Cidade e talvez uma religião, mas sem a pretensão de defender um sistema filosófico. Nunca, na Antigüidade, os diálogos de Platão foram citados como obras de filosofia racional. O grande criador de fórmulas filosóficas entre os gregos foi Aristóteles, do qual não pode tratar a história da literatura (…).<br />
[Vol. I, p. 78]</p>
<p>Ora, basta consultar as obras do próprio Aristóteles (384-322 a.C.) para constatar, logo entre os primeiros capítulos, que em várias delas esse discípulo de Platão (427-347 a.C.) se posicionou em relação ao pensamento de seu antigo mestre, entre elas Ethica Nicomachea, Metafísica, Poética e Sobre a Alma. Nesta última, no capítulo II, dedicado ao exame de teorias anteriores sobre o mesmo tema, a passagem 404b16-17 registra sua afirmação de que “no Timeu, Platão construiu a alma fora dos elementos”. O mesmo Timeu — que contém uma teoria da natureza e do conhecimento sobre ela —, ao qual Carpeaux se refere como uma alusão ao “mito historiografico do cotinente da Atlântida, que se perdeu como está se perdendo a Grécia”, com o mesmo simplismo que comenta outras obras como República, Parmênides, Sofista (Vol I, pp. 79-80).</p>
<p>Não bastasse o equívoco dessa interpretação, Carpeaux entra em contradição com ela ao se referir a aspectos filosóficos de outros autores, como Lourenço de Médici, o Magnífico (1449-1492), no qual aponta uma “luta íntima” entre o “supranaturalismo platônico e outro platonismo, nostálgico do idílio homérico” [Vol. I, p. 335].</p>
<p>Ainda a respeito de Lourenço, o autor corrigiu o erro, na primeira edição, de mencioná-lo como “o único príncipe que foi um grande poeta”, esquecendo-se de Charles d’Orléans (1394-1645), como bem observou Wilson Martins em sua resenha “A literatura ocidental”, no jornal O Estado de S. Paulo, em 3 de outubro de 1959, na qual foram apontados diversos deslizes. Carpeaux, diligentemente, procedeu na edição de 1978 a várias correções. Ainda que permaneçam alguns erros, não há como discordar do que afirmou Martins nessa mesma resenha:</p>
<p>Mas, incorreções e generalizações dessa natureza são inevitáveis em livros que cobrem matéria tão vasta e nem de longe chegam a afetar-lhes o valor de conjunto. O que importa é que Otto Maria Carpeaux haja “dominado” espiritualmente o assunto e tenha conseguido transmitir ao leitor uma “idéia” da literatura ocidental em sua especificidade e riqueza.<br />
[Wilson Martins, Pontos de Vista (Crítica Literária). São Paulo: T.A. Queiroz, 1992, volume 3, p. 511.]</p>
<p>Seleção de autores</p>
<p>Justamente por cobrir matéria tão vasta, uma obra como História da Literatura Ocidental não tem como ser completa a ponto de contentar a todos. Estranhei, por exemplo, a ausência de nomes de autores cujas obras tiveram repercussão em outras culturas, como o de Flávio Josefo (c. 37-100 d.C.), judeu assimilado ao mundo romano e escritor em língua grega, que escreveu A Guerra Judaica, Antiguidades Judaicas, Contra Ápion e outras obras.</p>
<p>Eventuais omissões, no entanto, são muito menos problemáticas que inclusões questionáveis do ponto de vista da universalidade dos autores, seja no que se refere à sua abordagem, seja em relação à repercussão de suas obras. Martins, por exemplo, ressaltou que, ao selecionar oito mil autores, Carpeaux “deixou-se dominar mais pelo espírito de erudição do que pelo espírito crítico. (…) há páginas e páginas desta História que lembram as velhas histórias da literatura brasileira com sua fastidiosa, inútil e injustificada enumeração de oradores sacros e poetas menores.” [Pontos de Vista, p. 509].</p>
<p>Independentemente de estas e outras observações, como ressaltou o próprio Wilson Martins,</p>
<p>É motivo de orgulho, para nós, que uma das mais completas, das mais sérias, das mais eruditas e das mais agudas dessas “histórias da Literatura Ocidental” tenha sido escrita no Brasil e por um brasileiro (…) Um brasileiro “ocidental”, para quem nada do que é humano e, notadamente, nada do que é literário, será estranho; o único brasileiro em condições de realizar esse trabalho, pois, sendo brasileiro, não deixou de ser europeu, vive conscientemente a condição de “cidadão da Europa”, que se torna cada vez mais rara desde a Renascença.</p>
<p>Filho de pai judeu e mãe católica, Otto Maria Karpfen nasceu e foi criado em meio à efervescência cultural de Viena, na Áustria, onde começou a estudar direito, mas redirecionou sua formação para a filosofia, física, sociologia e literatura comparada. Foi jornalista e trabalhou para o governo ditatorial do primeiro-ministro Engelbert Dolfuss (1892-1934) — assassinado numa tentativa de golpe nazista — e de seu sucessor Kurt Schuschnigg (1897-1977), deposto em 11 de março de 1938 na Anschluss (anexação) da Áustria ao III Reich.</p>
<p>Opositor aos nazistas, Karpfen fugiu para a Bélgica, onde ficou por cerca de um ano, e de lá  partiu em 1939 em uma viagem de navio, durante a qual estourou a II Guerra Mundial. Naturalizou-se brasileiro e afrancesou seu sobrenome. Mais detalhes sobre sua vida e obra desse grande intelectual, que se fixou aqui no Brasil na segunda metade de seus quase 78 anos, estão em artigos indicados a seguir.</p>
<p>• Jonas Lopes, “Ensaios Reunidos, de Otto Maria Carpeaux”, Gymnopedies, 26/08/2006.</p>
<p>• Sérgio Augusto, “O melhor presente que a Áustria nos deu”, Digestivo Cultural, 23/09/2002.</p>
<p>• Antonio Fernando Borges, “Otto Maria Carpeaux, o digno farejador do Universo”, Sapientiam Autem Non Vincit Malitia, s./d.</p>
<p>• José Maria e Silva, “A missão civilizatória de Otto Maria Carpeaux”, Opção, Goiânia, 08/11/1999.</p>
<p>• Olavo de Carvalho, “Carpeaux nos EUA”, Sapientiam Autem Non Vincit Malitia, 13/10/1999.</p>
<p>• Leandro Konder, “Otto Maria Carpeaux (1900-1978)”, Tribuna da Imprensa, 23/02/1990.</p>
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		<title>*Curso de Calculo</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 15:46:27 +0000</pubDate>
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		<title>*ENEM 2009 &#8211; Simulado Anglo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 22:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ceica.ssa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos Moldes do Novo ENEM 2009 O Sistema Anglo de Ensino realizou em 07/06/2009 o simulado com conteúdo nos moldes do novo Enem. Contém o Simulado e o Caderno de Respostas Edição: 2009 Tamanho: 2 mb Formato: pdf Páginas: 40]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos Moldes do Novo ENEM 2009 </p>
<p>O Sistema Anglo de Ensino realizou em 07/06/2009 o simulado com conteúdo nos moldes do novo Enem.<br />
Contém o Simulado e o Caderno de Respostas</p>
<p>Edição: 2009<br />
Tamanho: 2 mb<br />
Formato: pdf<br />
Páginas: 40</p>
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		<title>*Deus, um Delírio</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 14:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vinny_34</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Dawkins]]></category>

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