Arca Literária

Romance Estrangeiro

*Capitães da Areia - Jorge Amado

ISBN: 9788535911695

Publicado em 1937, pouco depois de implantado o Estado Novo, este livro teve a primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública de Salvador por autoridades da ditadura. Em 1940, marcou época na vida literária brasileira, com nova edição, e a partir daí, sucederam-se as edições nacionais e em idiomas estrangeiros. A obra teve também adaptações para o rádio, teatro e cinema. Documento sobre a vida dos meninos abandonados nas ruas de Salvador, Jorge Amado a descreve em páginas carregadas de beleza, dramaticidade e lirismo.

Para baixar se livro é preciso ser cadastrado no site

Autor: Jorge Amado

Enviado em: 11/05/08, 22:57

Por: Heloisa

Categorias: Romance Estrangeiro

Tags:

3 comentários para “*Capitães da Areia”

  1. Reginaldo Pereira Silva disse:

    Um livro belíssimo. A maneira como Jorge Amado nos envolve nessa história de meninos que desejam a liberdade é incrível. Na sociedade baiana, que considerava garotos de rua como verdadeiros bandidos, e que não mereciam nenhuma atenção a não ser a prisão, Jorge Amado nos mostra que eles tinham vida, ambições, que eram crianças que tiveram que se virar, pois o destino não os tinha dado muita atenção. Cada um das personagens é descrita com pequenos detalhes que nos prende intensamente a obra. Um ótima sugestão de leitura.

  2. Júlia disse:

    - Mais de setenta anos depois da primeira edição, Capitães da Areia continua a ser lido não apenas como um registro social de uma época e de um lugar específico, mas também como uma obra literária que habilmente soube evocar um drama humano que ainda da perdura.

  3. Harlei Cursino Vieira disse:

    “Capitães da Areia”, a narrativa pela ótica de meninos de rua
    Não há violência maior do que o abandono. E é justamente essa violência que Jorge Amado explora e coloca sob a ótica da vítima em “Capitães da Areia”. Na obra, de 1937, os heróis são os meninos de rua. “Pela primeira vez na literatura brasileira, o menor abandonado é o centro da história. Hoje ele é motivo de preocupação, mas há 73 anos era confundido com deliquente e a discriminação era grande”, afirma Eduardo de Assis Duarte, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador da obra de Jorge Amado.

Comentar